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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

FELIZ ANIVERSÁRIO MÃE!


Hoje já é dia 10 de setembro. 
Até poucos minutos antes foi o dia do nascimento da pessoa mais importante da minha vida....minha MÃE! 
Meu pensamento esteve com ela durante todo o dia. 
Queria fazer-lhe  uma homenagem, mas ao mesmo tempo não queria compartilhar com mais ninguém esse momento só meu e dela. 
Agora, depois que a data principal já passou, resolvi deixar registrada essa foto de quando ela era uma mocinha...tão ingênua e cheia de vida.
Ela se foi com a idade que tenho hoje...
Mãe...sua luz nunca se apagará do meu coração. 

Tia Paula, minha mãe, tia Maria e vó Zefina

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Feliz com Atkins

Oi gente!
Hoje é o dia do professor e um marco para mim. 
Haveria  melhor dia para retomar o blog? Não, não é mesmo! Em abril comemorei minha formatura em pedagoga.
Que dia feliz! Olha a fotinho com meu papito.
Aliás, 2013 está sendo um ano de conquistas e realizações pois, além da formatura também casei
e, apesar de ter sido uma cerimônia comunitária, foi muito emocionante e um sonho realizado.


Assim, para fechar o ano com chave de ouro [falta menos de 80 dias], quero chegar ao peso de 79 kg até dia 30 de dezembro. Finalmente estou preparada para reassumir a dieta que já a venho seguindo firme por sete dias.
Neste longo período que fiquei afastada do blog não pense você que estava quietinha levando a vida do jeito que ela me levava. Nananinanão! Estava sempre recomeçando a cada segunda-feira, numa eterna brincadeira de começa na segunda e termina na terça-feira quando chegava no meu serviço e tinha algum bolo trazido por aquelas minhas queridas colegas. Assumir que se tem compulsão por comida não é fácil. No meu caso a compulsão sempre foi por pão. Pão francês, pão de cará, pão de trigo, pão de centeio, pão de frios, pão doce, torradinhas e por aí vai. E junto com os pães, as bolachas, biscoitos e salgadinhos de pacotinho. Ah.....não posso esquecer dos bolos....de banana, de fubá cremoso, de chocolate e o que mais viesse. 
Assumir essa dependência foi o primeiro passo. Assim como o alcoólatra que não pode tomar o primeiro gole, eu não posso dar a primeira mordida. 
Daí que depois de muito pensar, resolvi atacar o problema na sua raiz. Afinal, sou prova viva do fracasso, pois me submeti a uma gastroplastia que não deu o resultado esperado, por minha única e exclusiva culpa.
E aqui estou eu, firme e forte [(depois de passar muito mal) na Atkins. Para quem nunca ouviu falar é uma maneira diferente de comer onde o açúcar é totalmente proibido, os carboidratos liberados em quantidades mínimas, mas mínimas mesmo! Gorduras, proteínas e vegetais são permitidos. 
Os resultados são surpreendentes! No meu caso, cinco quilos a menos em cinco dias e uma sensação de leveza muito revigorante. Não me sinto pesada após as refeições que são em quantidade reduzida. Três por dia, no máximo, porque não sinto fome.
Pretendo seguir a Atkins por muito tempo. Que dieta permite que se coma um prato de torresmo quentinho e crocante como este aqui? Hummmmmmm...delícia!
 
foto: http://www.tipicas.com.br/receitas-minas-gerais/torresmo-mineiro
Tô feliz, animada, minha autoestima está lá no alto e daqui para frente vou compartilhando com você minha caminhada aos 79 kg.
No dia 08/10/13 estava com 95. Meu peso hoje: 89,8 kg.
Mudando de assunto, tenho me dedicado muito ao crochê e já comecei a fazer algumas coisas para o Natal.  
Logo, logo, posto aqui, mas se você quiser ver alguns trabalhinhos meus, dê uma passadinha lá em https://www.facebook.com/donasartes
Beijão.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Claras em ponto de neve


Hoje, enquanto preparava uma torta, ao bater as claras em neve, lembrei-me de minha querida mãe.
Quando tinha meus nove anos de idade eu sempre ficava observando quando ela fazia um bolo.  Daí que ela ia explicando que as gemas deveriam ser muito bem batidas com o açúcar e a manteiga que era para ele não ficar com gosto ou cheiro de ovo.
Ela também dizia que o fermento vinha antes das claras e brincava: “se fermento faz crescer, fermento nele (no bolo) a valer! Quero que o bolo fique gigante que é pra eu comer bastante!” e ríamos muito.
Sempre recomendava que eu não deixasse cair sequer uma gotinha de água no prato onde as claras esperavam para serem batidas até ficarem branquinhas em ponto de neve. Não tínhamos batedeira.
- Se cair um pingo de água que seja elas desandam, dizia.
Descobri, muitos anos depois e por puro acaso, que isso não passa de mito.
Ela já nem estava mais neste plano para que eu pudesse lhe contar minha brilhante descoberta!
Ah, minha mãe! Domingo, dia 9, ela completaria 71 anos.
Muita, muita luz para ela e muita saudade para mim.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

M de mãe

Blogagem coletiva
"MINHA DECLARAÇÃO DE AMOR

Nasceu em família humilde, quinto rebento de um total de seis. Rosinha nasceu antes da caçula Paula. Meninas criadas sem pai que se emperiquitou pela vizinha e abandonou o lar. Moravam todos no interior mas, pelas circunstancias da vida, tiveram de mudar para a cidade grande. São Paulo com seus arranha-céus imponentes, avenidas de puro concreto, era bem diferente do bairro simples de casinhas de madeira com florzinhas na janela e quintais com árvores frondosas onde costumava passar grande parte do tempo esquecida da vida, sonhando com seu príncipe encantado.

Um dia, numas das incontáveis voltas pela pracinha próxima a casa, única diversão possível para aquela menina pobre de 16 anos, após um dia de trabalho árduo como doméstica, recebeu das mãos de sua amiga, um bilhetinho que dizia assim:

A você morena bonita

Que eu nem sei o seu nome

Entrego meu coração

Porque o amor me consome

Rosinha ficou muito intrigada e curiosa querendo saber logo quem era o seu admirador apaixonado.

Tratava-se de Otávio, funcionário público, doze anos mais velho. Morava em Santos e de quinze em quinze dias ia à capital visitar familiares. Numa dessas idas avistou Rosinha que lhe roubou o sossego desde então. Logo estavam noivos. A menina não queria mas a mãe ralhava com ela dizendo:
-Você não pode perder esse partido - e recolocava no dedo de Rosinha a aliança reluzente que ela teimava em tirar sempre que havia uma oportunidade. Com o tempo acostumou-se à ideia de casar-se.

Otávio a visitava semana sim, semana não, com seu impecável terno de linho branco, chapéu de lado, nas mãos uma caixa de bombons e uma revista. Rosinha dizia às amigas:

-Vou levar uma vida de rica. Quem sabe ainda contrato uma de vocês para ser minha empregada. E riam, como elas riam fazendo planos.

Casou-se e foi morar no litoral.

Viu cada ilusão ser apagada pela gravidez imediata e a necessidade de trabalhar para ajudar nas despesas da casa para onde voltava exausta depois de um dia entre panelas, vassouras, esfregões e um tanque cheio de roupa suja.

O cansaço e o sono não permitiam que esperasse Otávio chegar da escola onde cursava o colegial.

Os anos passaram e Rosinha, a menina-mulher submissa, passava com eles. Querida por todos, sempre pronta a ajudar quem quer que fosse, teve três filhos. 

Orgulho-me de ter tido uma mãe como ela. Mãe por parentesco, mas acima de tudo uma amiga.
Me lembro das conversas que tínhamos sobre garotos. Das tardes em que ficávamos bordando paninhos de prato depois que eu chegava do colégio. Do chocolate que ela sempre comprava quando íamos ao centro fazer compras. Da sua paciência e palavras carinhosas quando eu contava sobre uma paixão não correspondida. Do apoio que me deu quando meu casamento terminou. Do seu riso fácil e contagiante. 
Dizia que ia viver só até completar 40 anos. Sobreviveu até os 56 quando foi vítima de um câncer agressivo que ceifou sua vida em seis meses.

Quantas vezes me peguei voltando para casa, depois de uma balada, rindo que nem boba sob o efeito do álcool, pensando que tinha de contar para ela as últimas peripécias da noitada.

O quarto vazio me chamava à realidade.

Ela se fora. Minha mãe, minha amiga, já não estava comigo.

E assim, sempre que acontecia alguma coisa ruim na minha vida e eu sofria, lembrava de minha mãe que aguentou corajosamente todas as dores provocadas pela doença.

A única vez que a vi reclamar foi na noite em que ela morreu.

Suas últimas palavras foram: filha, a mãe não aguenta mais de dor.

Desesperada busquei socorro na enfermaria exigindo que alguma coisa fosse feita porque minha mãe não podia sofrer. Logo ela, uma santa, um poço de bondade, um anjo bom na minha vida, não merecia passar por tudo o que vinha passando.

O enfermeiro colocou algo no soro e ela dormiu. Dormiu para não mais acordar entre nós. Despertou, com certeza, em um lugar lindo para onde são levados os anjos.

Mãe, nunca vou esquecer você, o grande amor da minha vida!

Este texto faz parte da Blogagem Coletiva de 
1º Aniversário do A Vida de Uma Guerreira